sebastio natlio

Vivemos tempos de descrédito nos meios de comunicação e no modo como têm nos trazido as notícias que produzem. Meias verdades, verdades unilaterais e asfake news, distribuídas, indistintamente, lotam nossas páginas, e-mails e afins, a todo instante. Ficamos com a impressão de que tudo aquilo que estudamos no curso de jornalismo perdeu-se em algum lugar do caminho, já que o que nos move é, deve ser, uma força contrária a tudo o que vemos/ouvimos, ou pelo menos uma dúvida. Mas, ora, precisamos trabalhar, então vamos seguir o fluxo que está posto, tentando miná-lo com o que consideramos o mais acertado, o mais ético.
Em se tratando de mídias sociais, e nessa perspectiva de que nela há canais os mais variados de notícias, percorremos a rede em busca de fontes que nos tragam algum alento nesse caos que se implantou nos meios de comunicação. E, ao que tudo indica, se colocarmos na mesma balança as questões socioeconômicas, culturais e políticas da “pátria amada nesse instante”, as coisas não vão mudar tão cedo como gostaríamos.
É esse exercício que buscamos fazer em três edições do Periódico, importante meio de comunicação do curso de Jornalismo, acessível a todos os que estão conectados na rede. O que observamos nesse período, é que além de os estudantes conseguirem acompanhar os fatos que as mídias tradicionais levantam em suas pautas, mostraram-se atentos aos acontecimentos que dizem respeito à comunidade acadêmica.
Questões de gênero, ambientais, políticas, econômicas, sociais e culturais de Ponta Grossa estão no foco do Periódico, sem dever nada aos principais veículos da cidade. Destaquem-se as notícias sobre a Escarpa Devoniana, mortes de LGBT, a ascensão do Operário à série C, e, ainda, as ocorrências de assaltos nos campi da UEPG, o debate sobre o preço do Restaurante Universitário, as eleições no DCE, entre tantos outros assuntos que vimos por aqui.
Como disse em um dos textos que produzi para o Periódico, muito do que escrevemos ou falamos no exercício acadêmico, e mesmo da profissão, um dia vamos examinar melhor e perceber que há muitas falhas. Vamos rir de alguns textos e falas e guardar outros tantos com carinho. A orientação que fazemos aqui é: não pare! O melhor exercício do jornalismo é o ato de escrever, e ler, e ler e escrever, sem perder o foco da notícia. Carreguem o texto com suas verdades e sua ética, independentemente do veículo em que vocês vão atuar.
Foi um exercício extraordinário ter participado desta caminhada, que aqui se encerra. Mais do que criticar pura e simplesmente a ideia era a de contribuir com o crescimento dos envolvidos no processo. Espero ter colaborado de alguma forma, e fico à disposição para sugestões e dúvidas que possam surgir. Grato pelo espaço.
P.S.: E vou implicar sempre com o jornalismo de balcão, principalmente por ser tratar de um exercício no meio acadêmico, mas compreendo as limitações técnicas.