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"Eu não sei pra onde vou a partir daqui, mas prometo que não será chato." A frase foi dita por David Bowie em 1997, e acho que se encaixa bem neste momento do Periódico. É bom olhar pra trás e se orgulhar do trabalho feito, mas também quero propor um vislumbre do futuro.

Neste semestre, vi uma evolução constante na produção dos alunos de Jornalismo da UEPG. Os temas se diversificaram, alguns (necessários) foram bem aprofundados, novas linguagens foram testadas. O conceito do que é relevante se mostrou cada vez mais claramente.

Percebi um desejo de aprender e de fazer diferente, duas coisas que são essenciais não só para bons profissionais, mas para seres humanos curiosos e que querem entender e melhorar a sociedade.

A opção pelo diálogo -- entre si, com a comunidade acadêmica, com a realidade de Ponta Grossa e do Paraná, os leitores/espectadores -- se mostrou clara desde o início, com a inauguração do canal de ombudsman, e evoluiu exponencialmente. Na minha opinião, essa é sempre a melhor saída para desenvolver um jornalismo humano, de interesse público e democrático.

Neste momento em que vemos grandes veículos de imprensa se renderem às redes sociais, numa busca desenfreada pelo clique, o Periódico desenvolveu um trabalho consistente e sem compromisso com o erro.

Agora, com a chegada do descanso merecido, proponho alguns questionamentos para a continuidade da jornada:

- O que você, individualmente, aprendeu neste semestre?
- Como o trabalho ativo como jornalista mexeu com você?
- Qual caminho quer seguir?
- E qual resultado deseja obter?
- Como chegar a esse resultado?

O meu mantra pessoal consiste em lembrar sempre do que quero e o que posso fazer para chegar lá. No meu caso, é algo meio abstrato: quero fazer alguma diferença para deixar a sociedade melhor. Um caminho para isso é com o jornalismo. Mesmo que seja difícil chegar a grandes resultados (não é todo dia que acontece um Watergate), o trabalho no dia a dia já é muito importante.

Faça o que for melhor pra você, busque uma rotina criativa, acredite em seu potencial e não se importe tanto com as opiniões dos outros. É clichê, mas o clichê só existe porque faz sentido.

Sinto que tenho pouco a dizer neste momento -- o caminho de evolução de vocês começou e é um processo que não dá para parar (ainda bem).

Agradeço o espaço cedido e por considerarem minhas opiniões. Pra mim também foi um caminho de aprendizado. Me coloco à disposição para futuros bate-papos sobre jornalismo, carreira, a vida ou o que for. Vai dar tudo certo. É só fazer.