Entre as primeiras postagens e as mais recentes, um curto período e um imenso aprendizado. Há de se reconhecer o salto na qualidade das produções do Periódico ao longo das últimas semanas. É presente nas pautas, nas fontes, temas e intenções.

Periódico é Ponta Grossa, é o cidadão, é o excluído e o ignorado pelo poder público, é a múltipla manifestação da cultura, é o que nos cerca na universidade e seus desenhos, é o grito do esporte. Temos um propósito mais claro, um planejamento cuja missão transparece dia a dia nas publicações. O jornal que encorpa e mostra a (r)evolução dos seus jornalistas em formação.

O resultado desse esforço se publica junto com a matéria. Está nas entrelinhas das manifestações da periodicidade, do eterno retorno. Não se trata de “rasgar seda”, ou, quando o contrário, apedrejar. Mas sim reconhecer o que se avança e o que há de se avançar.

Uma dessas guinadas, atrevo-me a invadir a semana de outro ombudsman, é a checagem de fatos realizada. Não toco no conteúdo, que já foi tratado neste espaço, mas em destacar o senso de oportunidade. Experimentar as tendências e o que se coloca como “novo” para aprimorar a lida com a notícia.

Inovar e renovar. E não apenas abrindo novos flancos com a coluna de checagem, mas também adotar outras formas que não as convencionais para amplificar a conexão do leitor com a informação. Mapas, gráficos, infográficos e demais recursos. Apropriar-se do que há de mais excitante no online...as múltiplas narrativas.

Ainda no tocante ao fact-checking, tem que se ressaltar a clareza do caminho percorrido. Um bom trabalho! Transparência no método de análise, no caminho que se percorre para refutar ou corroborar uma alegação. É o elemento basilar para esta etapa de produção jornalística que nos últimos tempos galga status de “produto”. A credibilidade se constrói na transparência. E isso se dá, dentre outras formas, demonstrando embasamento, e sobretudo apontando a origem e contexto dos dados.

E aqui um destaque para o que entendo que há de se aprimorar. O embasamento, a comprovação, o além do “dito e não dito” para concluir um discurso ou uma lógica. Nesta última semana de quarta-feira a quarta-feira, ciclo de análise que cabe a cada ombudsman, fiquei angustiado com a desfaçatez do poder público no caso da usina de asfalto.

Parte desse aperto na garganta é pelo drama e desespero de quem se intoxica diariamente com o abandono. Mas a outra parte é pela narrativa que patina entre declarações, e que nos braços que se levantam em busca de um fecho que embase o confronto, não encontra nada mais sólido que o repetido suspiro de quem não é ouvido.

Menos fraco o argumento? Não. Mas paira um ar de punhos abaixados, tanto lá quanto cá. Rigor no método, transparência nas ações e litros de persistência para que a obrigação de publicar e dar fim a uma tarefa não sufoque a nossa chance de ir além!