Foto: Kethlyn Lemes <"text-align: center;">

Com movimentos intensos e ritmo rápido escondidos na dança pode-se definir a capoeira, praticada há mais de três séculos no Brasil.

A capoeira tem suas origens na cultura africana, chegando ao Brasil com os escravos. Ainda hoje pode-se encontrar raizes da arte, que se divide entre a dança e o esporte. Os primeiros registros da prática no país são do século XVI, em que era também usada como forma de autodefesa. Além disso, é um importante meio de conscientização e conservação de uma cultura que faz parte do dia a dia do brasileiro. Em Ponta Grossa o tema ganhou reconhecimento público no final do mês de abril, a partir da Conferência de Cultura de 2017 que trouxe para debate a necessidade da representação do povo africano.

Hoje a capoeira é mais do que um símbolo cultural e deixou de ser praticada apenas pelos descendentes africanos. Adaptando-se às transformações do tempo, passou a ser difundida também como meio de atividade física para o emagrecimento, como encontrar-se diversas academias em Ponta Grossa que oferecem a atividade.

Adultos e crianças podem participar das rodas, em que é possível praticar a disciplina e o respeito pelo próximo. Por vezes, a importância das origens da arte é deixada de lado em detrimento da necessidade comercial. No entanto, um ponto positivo da procura ter aumentado nas academias é a possibilidade das pessoas terem contato com instrumentos e um estilo musical que se diferencia de outras modalidades. A música cantada junto com o berimbau e os tambores dão o ritmo rápido aos movimentos que se escondem na dança tradicional africana.

Em Ponta Grossa é possível encontrar também projetos comunitários que atendem crianças carentes, em bairros afastados, como por exemplo o grupo Capoeira Cristão e o Abadá-Capoeira. Nas academias, a prática custa em média R$60 por mês e pode ser encontrado na academia Muzenza, Academia NFT e Oriental Arts.