Dança Circular acredita na aceitação das diferenças e busca criar a consciência de paz e cooperação entre as pessoas

Um ritmo que busca a união entre as pessoas através da linguagem simbólica chegou no Brasil em 1984 e conquista cada vez mais espaço no país. A Dança Circular, conhecida também como Dança dos Povos, foi desenvolvida pelo alemão/polonês Bernhard Wosien e consiste, basicamente, em uma ação onde os participantes aprendem determinados passos que são executados em conjunto, na roda, por vezes de mãos dadas.

Os gestos da dança são considerados simples, onde os dançarinos cruzam os passos, seguem para frente e para trás, no ritmo da música, possibilitando a participação de qualquer pessoa principiante que treine antes da dança começar.

As músicas que embalam a movimentação são diversificadas, com ritmos de vários países, instrumentais ou cantados, que levam um toque de instrumentos de corda, batuques, gaitas, entre outros sons que comprovam a diversidade da expressão cultural diversificada da Dança Circular, o que salienta o princípio indicado pelo fundador do ritmo, a estimulação do respeito entre as culturas, a aceitação das diversidades.

É através do contato físico que a ideologia do estilo se mostra presente, pois é através desse contato que o posicionamento circular entre as pessoas expressa o respeito e a colaboração durante as sequências da dança.

A Dança Circular ainda não conquistou o espaço popular em algumas localidades, o que a torna desconhecida em muitos espaços no Brasil. Em Ponta Grossa, a Dança Circular está disponível em iniciativas privadas, o que dificulta o acesso de quem possui menos poder aquisitivo. A Casa da Dança oferece um curso para o público que possui interesse.