Foto: Divulgação

Abertura do Fenata remonta o espetáculo que deu origem ao festival

Emoção à flor da pele resume bem o que foi o espetáculo ‘A Moratória’, espetáculo de abertura do 45º Fenata. A platéia consegue sentir o desespero da família ao saber que está em crise e que pode perder a fazenda, sente impotência quando tudo está a perder e também esperança quando uma possível moratória poderia resolver os problemas da família. É possível sentir junto dos atores a angústia com toda a situação. O espetáculo aconteceu no Cine Teatro Pax, na noite do dia 8 de novembro.

O espetáculo retrata as fatalidades da família de Joaquim, que devido à crise do café em 1929, contraiu dívidas e viu a fazenda ir à leilão, tendo uma moratória concedida pelo governo como a esperança de recuperar o imóvel. Além disso, ‘A Moratória’ abre os espetáculos das mostras competitivas. Texto escrito por Jorge Andrade, escritor e dramaturgo brasileiro, é considerado um clássico da dramaturgia brasileira, além disso, foi esse espetáculo que deu origem ao Fenata em 1973, na época dirigido pelo teatrólogo e ator Telmo Faria que coordenava o GTU (Grupo de Teatro Universitário da UEPG).

Além disso, em um contexto polêmico em que se discute a censura às artes - vale relembrar as polêmicas proibições da exposição Queermuseu no MAR - Museu de Arte do Rio - o espetáculo de abertura do Fenata ignora a censura com ‘A Moratória’, ao incluir a nudez como um dos elementos que compõem o espetáculo, somando ainda mais para retratar o momento de crise vivido pela família. A nudez soa natural e foi o elemento chave de encerramento de ‘A Moratória’

Começar com um espetáculo desafiador ao momento de censura que as artes estão passando foi uma escolha acertada pois demonstra que o teatro não vai sucumbir à censura e seguirá interpretando histórias a maneira que sempre fez.

O festival se estende até 16 de novembro, com a apresentação de 36 grupos teatrais de diferentes lugares do país, divididos nas categorias adulto, infantil/bonecos animação (mostra competitiva); e sessão Telmo Faria, teatro de rua e Teatro dos Campos Gerais (mostra não competitiva).

Serviço: acompanhe a programação do fenata http://www.youblisher.com/p/1890944-45fenata/

Foto: Gustavo Ban

Grupo cênico CECI apresentou o espetáculo “Sete” na abertura do II CIEL na UEPG

O que sete mulheres têm em comum com a gula, luxúria, avareza, ira, soberba, preguiça e inveja? Na peça teatral “Sete”, dirigida por Kaio Gomes Bergamin, essas características se misturam a sete mulheres que se encontram pouco antes dos próprios casamentos em um debate sobre qual delas deve entrar no altar primeiro. Com cada personagem representando um dos sete pecados capitais, a narrativa gira em torno dos caminhos percorridos por elas até aquele momento.

Foto: João Guilherme de Casto/Lente Quente

No último dia 06 de outubro a coordenação do Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa (FENATA) divulgou a lista de peças teatrais que se apresentam no evento. As mostras teatrais que acontecem fora dos teatros, como em escolas, exigem uma montagem rápida do cenário e um número máximo de atores em cena.
O festival é dividido em mostra competitiva, mostra não competitiva e especial. A categoria especial exige dos inscritos montagem rápida dos espetáculos e no máximo três integrantes na peça, pois é destinada para apresentações em escolas, associações, asilos, creches, presídios, entre outros. Esse recorte exige dos atores entreter o público mais com a atuação do que com objetos cênicos.
A curadoria escolhe mostras com montagem rápida de cenário, transporte facilitado e com no máximo três atores. O transporte da companhia até às escolas é feito com um carro, por isso o cenário tem que caber no porta malas e o número de atores se restringem as vagas no carro.
Apesar disso, com a facilidade do transporte, aumenta o número de instituições que recebem as mostras da categoria especial.

O festival chega neste ano a sua 45° edição com 14 peças confirmadas para as mostras especiais nos 10 dias de duração do evento, que acontece entre o dia 6 e 16 de novembro de 2017. Para mais informações acesse: http://www.uepg.br/fenata/

Foto: Divulgação

Cia. Do Abração se apresenta em cidades do Paraná no Circuito Cultural SESI

A Cia. Do Abração, que integra um local em Curitiba que estuda e produz teatro para crianças e adultos, se apresenta em Ponta Grossa na próxima semana. O grupo iniciou as atividades em 2001 e se dedica ao teatro amador e profissional em eventos culturais gratuitos.

O Espaço de Arte e Cultura possui o Grupo de Pesquisas Cênicas, que reúne 12 integrantes que estudam e pesquisam teatro e dança contemporânea. Essas pesquisas servem como embasamento e inspiração para a construção dos espetáculos apresentados.

Com uma considerável lista de trabalhos, a Cia do Abração reúne entre seu repertório de 14 peças infantis: “Sonho de uma Noite de Verão”, “O Trenzinho do Caipira” e “A Bela e a Fera”. As apresentações para as crianças trazem, no conjunto, histórias que valorizam a leitura, articulam aprendizado à música, discutem de forma descontraída a construção de identidade e buscam fazer refletir sobre as coisas mais importantes da vida.

Dentre os quatro espetáculos direcionados a adultos, o que se destaca é “O Banho”, o qual rendeu ao grupo a indicação ao Troféu Gralha Azul no ano de 2008, com o melhor figurino e cenário. As apresentações para adultos tratam, no geral, de temas filosóficos sobre o cotidiano da vida adulta e as relações sociais que passam a compor essa fase.

A peça a ser apresentada em Ponta Grossa na próxima semana, “Estórias Brincantes de Muitos Paizinhos”, é destinada ao público infantil e levanta a questão sobre afeto e respeito entre pais e filhos, resgatando as diferentes figuras paternas presentes na sociedade, a diversidade de relações. Até o final do mês, Cia. Se apresenta em Jaguariaíva, Paranaguá, São José dos Pinhais e Maringá.

Serviço: O espetáculo “Estórias Brincantes de Muitos Paizinhos”, da Cia. Do Abração, é apresentada no próximo dia 10, às 15h, no auditório A do Cine Teatro Ópera.

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Foto: Gabrieli Kapp

Circo Di Sarah aposta em espetáculos com representações de super-heróis nos picadeiros

Desde que se consolidou como espetáculo, no fim do século XVIII, o circo atrai o interesse de vários artistas. E, apesar de não haver consenso de que o circo possui aproximações com o teatro, os dois são modalidades artísticas que estão dentro das linguagens cênicas, que são todas as formas de expressão que necessitam de uma representação, através do corpo, voz e talento gestual. Além disso, tanto o teatro quanto o circo envolvem música, dança, apresentação de narrativas e contato ao vivo entre artistas e público.