Foto: Felipe Hoffmann

Com letras fortes e representando empoderamento feminino, as mulheres ganham cada vez mais espaço no Hip Hop. Antes considerado um espaço totalmente masculino, elas apareciam no backing vocal ou nos refrãos. Hoje, é possível encontrar mulheres em competições de rimas freestyle, lançamento de discos e shows.


O movimento hip hop começou em meados dos anos 1970, originado pela black music e misturado a elementos da cultura negra americana, como o break e o graffitti. O rap, dominado por homens, cresceu principalmente no Queens e Brooklyn, em New York. As primeiras mulheres apareceram nos anos 80 com o grupo feminino Salt-n-Pepa. No Brasil, o rap apareceu na mesma década, também através da dança Break. São Paulo foi a principal cidade de desenvolvimento do Hip Hop, com cantores como Racionais MC’S, Thaíde & DJ Hum e MC/DJ Jack.

A pioneira do rap feminino no Brasil é Sharylaine Sil e tem 29 anos de carreira. A rapper montou o primeiro grupo formado só por mulheres em 1986, chamado “Rap Girl’s”. No Brasil, também existem grupos que incentivam as rappers, como a Frente Nacional Mulheres no Hip Hop, fundada em 2010 e hoje atua em 15 estados brasileiros.

Nomes como Rapper Tathy e Ka Alves aparecem no Hip Hop feminino de Ponta Grossa. A Rapper Tathy têm 17 anos e recupera o estilo gangsta rap, reconhecido no rap paranaense. Ka Alves foi uma das oito finalistas na Batalha Nacional Feminina de Freestyle em 2016, era a única representante do Sul do país. A rapper participa do grupo “Philliaz”, formado pelas mc’s Mista Dabolina (Bianca Hoffmann) e K47 (Ka Alves) e a Dj Brum, todas de Ponta Grossa.

Também na cidade, a rapper Flora Matos se apresentou sexta-feira (18) em parceria com o rapper Big da Godoy, do grupo Racionais. Promovido pelo Coletivo Essence Movement, o show aconteceu no pub Cavan 77.

Serviço: A Cavan 77 fica na Rua Bonifácio Vilela, 547, centro de Ponta Grossa.