No balcão de atendimento bancário, no correio, na casa lotérica, no restaurante por quilo, no banheiro em local público ou na entrada de um show: onde há gente, a fila está.

Em quase todos os lugares é possível encontrar filas: uma aglomeração de pessoas esperando por um serviço. As filas são uma forma de organizar o espaço e alguns destes até dispõem de senhas, para respeitar melhor a ordem de chegada, e de cadeiras, para que o sujeito, conforme diz o ditado, “espere sentado, que em pé cansa”.



Mas a maioria das filas é dessa que fazem cansar, em que uma pessoa fica em pé atrás da outra, esperando sua vez de ser atendida. O nome dessa fila, “indiana”, segundo consta, pouco tem a ver com a Índia, mas está relacionado à forma como os índios americanos se locomoviam pela mata: um atrás do outro, para que se apagassem o sinal das pegadas.

É possível notar que as filas despertam impaciência nas pessoas, que de tempos em tempos jogam o peso do corpo de uma perna para outra ou soltam suspiros, principalmente se o atendido da vez, ou a mesmo a pessoa que está do outro lado do balcão, agem com demora. Além disso, os próprios atendentes podem ficar irritados ao verem filas no estabelecimento, o que resulta em um atendimento ríspido.

Mas há quem enfrente as filas com bom-humor ou, ao menos, tente se distrair, usando o celular para checar as redes sociais ou para um joguinho eletrônico. Se a pessoa mais próxima parece simpática, alguém pode tentar puxar um assunto, que geralmente é o clima, para fazer o tempo passar mais rápido.

Todos sabem que idosos, deficientes, gestantes e pessoas com criança de colo têm acesso preferencial nas filas. Mas sempre é possível observar algum espertinho que, mesmo não se enquadrando nessas categorias, tenta levar vantagem: chega no meio da fila como se conhecesse alguém ou como quem não quer nada, e acaba ficando por ali mesmo.