Foto: André Lopes

Bazares universitários são opção para consumo de moda consciente

Com o crescente consumo e o vasto mercado de moda oferecendo cada vez mais produtos com data de validade em tempo recorde, uma peça de roupa rapidamente entra em desuso e deixa de ser tendência, substituídas pela última coleção lançada, que logo também deixará de ser novidade. Os armários consumistas lotam de roupas que raramente voltarão a ser usadas pelos donos. É neste cenário que uma nova forma de consumo ganha espaço.

Os brechós, bazares e espaços de trocas de roupas não são novidade, mas recentemente têm perdido a imagem de “lugar de roupa velha” para atrair os olhos dos clientes ligados não só à garimpagem de moda vintage - uma vez que peças antigas são facilmente encontradas - mas também aos novos consumidores de um mercado mais consciente, que busca reaproveitar peças, e até mesmo repaginá-las, através de preços acessíveis.

Em uma volta pelo centro de Ponta Grossa é possível encontrar dezenas de brechós fixos e bazares beneficientes, mas além desses estabelecimentos, os jovens universitários vêm criando eventos de bazares para arrecadar dinheiro com a venda de roupas, calçados e acessórios para financiar projetos - como os bazares em função de festas de formatura ou de atléticas dos cursos. Por outro lado, é necessário tomar cuidado com a escolha das peças que irão ser comercializadas, além de estabelecer uma faixa de preços, já que os próprios universitários são o público consumidor. Peças em más condições de conservação ou higiene devem passar longe das araras de roupas, e o cuidado em dar o valor do produto, considerando que é usado, faz parte do bom senso dos vendedores.

Em eventos divulgados no Facebook ou nos grupos dos cursos das universidades esses bazares são facilmente encontrados O próximo que acontece na cidade é o Bazar das Pirateleaders, as líderes de torcida de Medicina da UEPG, no dia 10 de junho.