Foto: Divulgação

A plataforma digital aborda expressões literárias esquecidas pela imprensa

Torquato Neto em um de seus poemas já apresentava a ideia que hoje ha na mídia local. “Não se fala, não é permitido, mudar de ideia é proibido [...] está vetado qualquer movimento”. E dentro deste movimento vetado, incluem-se também as expressões literárias na mídia. Os jornais, rádios e televisão raramente apresentam perfis de escritores e pouco relembram a história de poetas. Aparentemente a literatura não existe para a mídia no Brasil. Poemas e poesias parecem ser barrados nos veículos de comunicação que circulam nacionalmente. Outros, como é o caso do Jornal impresso Rascunho e o RelevO, possuem publicações voltadas ao jornalismo literário, mas não são produzidos em Ponta Grossa.

Uma plataforma digital e com periodicidade quinzenal aposta no programa semelhante aos de radio e com foco na literatura. O podcast “inverso” iniciou as publicações há um mês e traz poesias e a trajetória de vida dos poetas brasileiros. O projeto foi idealizado pelo escritor – e também apresentador do programa - Kleber Bordinhão. Kleber também e um dos responsáveis pela produção do “Botecast”, um podcast com periodicidade semanal.

Como a própria vinheta do podcast apresenta, trata-se de um programa sobre poetas, poemas e poesias, autores e autoras brasileiras, clássicos e contemporâneos. Com duração de até 15 minutos, três edições já foram publicadas. A primeira, no dia 9 de outubro, trouxe a história de Paulo Leminski e os poemas da obra “Polaco Loco Paca”. Na segunda publicação foi a vez de Torquato Neto e o terceiro programa, que foi ao ar na última segunda-feira (6), apresentou a trajetória da poetisa Ana Cristina Cesar.

As edições já publicadas seguem um mesmo estilo, iniciam com uma fala do poeta escolhido e intercala trechos de poemas e da biografia. Mesmo enquanto realiza outras atividades o ouvinte consegue acompanhar o programa, difícil mesmo é não mergulhar na imaginação enquanto ouve a declamação dos poemas.

O programa assemelha-se ao podcast radiocaos, um programa cultural e literário veiculado em rádios e que mistura textos, musicas e depoimentos. Assim como este o “inverso” também possui o conteúdo disponível na internet e o ouvinte pode dar play quando quiser.
Por conta da relevância do conteúdo, assim que termina um programa o ouvinte deseja ouvir o próximo. O podcast “inverso” está apenas iniciando e ainda há muito que inovar em formato e conteúdo, mas é necessário ressaltar a importância de uma mídia que valorize a cultura, em especial neste caso, a literatura. Afinal, quem não gostaria de conhecer a trajetória e poemas de escritores?

Serviço:
Pode acessar o podcast “inverso” através do site: soundcloud.com/podcast-inverso
E sugestões no e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Foto: Divulgação

A plataforma digital aborda expressões literárias esquecidas pela imprensa

Torquato Neto em um de seus poemas já apresentava a ideia que hoje ha na mídia local. “Não se fala, não é permitido, mudar de ideia é proibido [...] está vetado qualquer movimento”. E dentro deste movimento vetado, incluem-se também as expressões literárias na mídia. Os jornais, rádios e televisão raramente apresentam perfis de escritores e pouco relembram a história de poetas. Aparentemente a literatura não existe para a mídia no Brasil. Poemas e poesias parecem ser barrados nos veículos de comunicação que circulam nacionalmente. Outros, como é o caso do Jornal impresso Rascunho e o RelevO, possuem publicações voltadas ao jornalismo literário, mas não são produzidos em Ponta Grossa.

Uma plataforma digital e com periodicidade quinzenal aposta no programa semelhante aos de radio e com foco na literatura. O podcast “inverso” iniciou as publicações há um mês e traz poesias e a trajetória de vida dos poetas brasileiros. O projeto foi idealizado pelo escritor – e também apresentador do programa - Kleber Bordinhão. Kleber também e um dos responsáveis pela produção do “Botecast”, um podcast com periodicidade semanal.

Como a própria vinheta do podcast apresenta, trata-se de um programa sobre poetas, poemas e poesias, autores e autoras brasileiras, clássicos e contemporâneos. Com duração de até 15 minutos, três edições já foram publicadas. A primeira, no dia 9 de outubro, trouxe a história de Paulo Leminski e os poemas da obra “Polaco Loco Paca”. Na segunda publicação foi a vez de Torquato Neto e o terceiro programa, que foi ao ar na última segunda-feira (6), apresentou a trajetória da poetisa Ana Cristina Cesar.

As edições já publicadas seguem um mesmo estilo, iniciam com uma fala do poeta escolhido e intercala trechos de poemas e da biografia. Mesmo enquanto realiza outras atividades o ouvinte consegue acompanhar o programa, difícil mesmo é não mergulhar na imaginação enquanto ouve a declamação dos poemas.

O programa assemelha-se ao podcast radiocaos, um programa cultural e literário veiculado em rádios e que mistura textos, musicas e depoimentos. Assim como este o “inverso” também possui o conteúdo disponível na internet e o ouvinte pode dar play quando quiser.
Por conta da relevância do conteúdo, assim que termina um programa o ouvinte deseja ouvir o próximo. O podcast “inverso” está apenas iniciando e ainda há muito que inovar em formato e conteúdo, mas é necessário ressaltar a importância de uma mídia que valorize a cultura, em especial neste caso, a literatura. Afinal, quem não gostaria de conhecer a trajetória e poemas de escritores?

Serviço:
Pode acessar o podcast “inverso” através do site: soundcloud.com/podcast-inverso
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Com transmissão em redes sociais, TVE busca atingir mais pessoas

 

Nova logomarca da TV Educativa Ponta Grossa, reformulada para a digitalização do canal. Foto: divulgação

 

Na última quinzena de outubro, Jornal da Educativa anunciou no Facebook da emissora (TV Educativa) a transmissão ao vivo do telejornal na rede social. Essa é apenas uma das mudanças proposta pelo canal, que reformulou a logomarca e iniciou o processo de digitalização.

Imagem: PETCOM UFAM

Especializado em críticas literárias, o Jornal Rascunho, que foi criado em 2000 em Curitiba, hoje circula nacionalmente com a edição de número 210. Com 32 páginas, o jornal abriu em agosto uma campanha de financiamento coletivo no site Catarse, com o objetivo de ampliar o número de páginas e reestruturar as plataformas digitais. A fim de manter a qualidade da publicação, considerado o mais importante veículo voltado à literatura no Brasil, Rascunho coletou pouco mais de R$ 80 mil, no financiamento que foi encerrado no dia 9 de outubro.
Escrito mensalmente por escritores, professores, jornalistas e outros profissionais voltados às artes, cada edição tem a colaboração de aproximadamente 40 colaboradores espalhados por todo o país, dentre eles, uma jornalista ponta-grossense. As produções são independentes e enviadas aos assinantes através dos Correios, com a anuidade de R$90.
“Rascunho faz com que leitores tenham acesso a livros que dificilmente seriam resenhados pela grande imprensa”, afirma o autor de “Dois Irmãos”, de Milton Hatoum, apoiador do financiamento.
Além de fugir da crítica literária comumente encontrada nos grandes veículos de comunicação brasileiros, priorizando best sellers internacionais, o Jornal Rascunho também abre espaço para a criação de contos, entrevistas, ensaios e ilustrações criados por autores locais e regionais, de norte a sul do Brasil. Na plataforma digital do jornal, a carta ao leitor, que geralmente encontra-se ao final das publicações, tem um espaço de destaque, os leitores da publicação enviam suas próprias críticas e comentários através das redes sociais, e alguns deles aparecem na sessão “Eu, o leitor”.

Serviço: http://rascunho.com.br/
https://www.catarse.me/jornalrascunho

Foto: Divulgação

Aplicativo de celular promete facilitar acesso a cultura, mas ainda está longe do ideal

O aplicativo ‘Cultura Paraná’ foi desenvolvido para facilitar a vida de quem frequenta eventos culturais, pois concentra em um só lugar todas as datas e locais do que vai acontecer de cultura pela cidade. O aplicativo foi desenvolvido pela Celepar (Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná) em parceria com o Governo do Estado e possui todas as cidades paranaenses cadastradas, com isso, o usuário pode configurar o seu aplicativo para onde vive.

O ‘Cultura Paraná’ oferece ainda informações a respeito de espaços culturais, como museus, anfiteatros e bibliotecas, e possibilita ao usuário criar uma agenda própria, favoritando os eventos que deseja comparecer, outra função é a de compartilhar datas entre amigos por meio das redes sociais.

Apenas a capital do estado, Curitiba, tem as datas dos eventos culturais atualizados. Outras cidades não possuem nenhuma data registrada, no caso de Ponta Grossa, apenas os espaços culturais estão cadastrados. Segundo a Secretaria Estadual de Cultura do Estado é preciso que alguém se cadastre no Sistema de Informação da Cultura como gestor municipal para que aí os eventos sejam cadastrados, porém, o aplicativo está funcionando desde maio e isso ainda não aconteceu.

O app ‘Cultura Paraná’ surge para solucionar o problema de não existir uma agenda cultural que concentre todos os eventos que vão acontecer na cidade e, ainda, separar por espaço cultural. Porém, o que poderia ser um facilitador para quem gostas de consumir cultura na própria cidade ainda está longe de atingir o ideal.

Serviço: O aplicativo ‘Cultura Paraná’ começou a funcionar em maio, mas abrange apenas Curitiba. Pode ser adquirido pela Play Store (android) ou pela App Store (iOS) gratuitamente.