ANG 8835
Foto: Angelo Rocha

 

Com pouca adesão e com restrições impostas pela organização, as audiências públicas perdem o caráter participativo.

Na semana de 17 a 23 de setembro duas audiências reuniram o público ponta-grossensse. A primeira aconteceu na segunda-feira no grande Auditório da Universidade Estadual de Ponta Grossa, para discutir sobre o Ensino Público do Paraná. Da mesma forma, durante a tarde de terça-feira na Câmara de Vereadores a discussão era sobre a Revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico.
A audiência pública é um espaço que deveria ser dedicado à ampla discussão, envolvendo os vários setores da sociedade e as autoridades públicas. De acordo com a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), a audiência pública consulta e possibilita a participação da comunidade. É aberta a qualquer interessado que queira manifestar-se sobre o assunto discutido.
Apesar de ser caracterizada como pública as audiências possuem baixa adesão por parte da comunidade. Foi o caso da audiência de terça-feira em que apenas quatro pessoas da sociedade cívil compareceram, limitando a discussão e envolvimento do público sobre o Plano Municipal de Saneamento Básico. Quando a audiência possui um número de pessoas capaz de lotar o Grande Auditório da UEPG, a discussão estende-se durante pelo menos três horas.

Na primeira audiência da semana em que deputados, professores e acadêmicos participaram o microfone esteve aberto à comunidade durante uma hora e com aproximadamente 11 intervenções. Um espaço que deveria ser público e dar voz ao público acaba por limitar a participação da comunidade.

Serviço: O projeto de extensão Lente Quente transmitiu ao vivo a audiência pública sobre o ensino público do Paraná. Confira em periodico.jor.br (http://periodico.jor.br/index.php/uepg/760-audiencia- publica-discute- a-situacao- do-ensino-
no-parana)

6996696651 7dc6249d04 z
Foto: Camila Gasparini


“Memorial do Ponto Azul” marca um antigo local de embarque e desembarque de passageiros do transporte público coletivo

No final desta semana Ponta Grossa completa 194 anos, e nesta trajetória muitos locais marcaram a história da cidade. Um dos lugares mais memoráveis do município é o Ponto Azul, que dos anos 1950 até meados dos anos 1970 foi o principal ponto de embarque e desembarque dos passageiros do transporte público coletivo de Ponta Grossa, sendo demolido e desativado com a inauguração do Terminal Central.

foto xxxxxxxxx
Foto: Fernanda Martorelli


Presente e passado se completam na Rua XV de Novembro.

A Rua XV de Novembro resguarda um toque de nostalgia no centro de Ponta Grossa. Famosa pelos banquinhos e postes de luz antigos, a rua é um refúgio da poluição sonora e visual das principais ruas de comércio da cidade, como a Avenida Vicente Machado e o Calçadão.

Algumas câmaras municipais adotam a chamada tribuna livre. O espaço é dedicado a dar voz para a população do município, durante as reuniões ordinárias do poder legislativo. Em Ponta grossa a câmara municipal representantes de entidade podem utilizar o espaço por 10 minutos no início das sessões ordinárias, na quarta-feira.

 

A lanchonete do centro funciona como centro de convivência entre os acadêmicos. Foto: Danielle Farias

Empresa que administra lanchonete no Campus Central possui outros dois contratos em Uvaranas

Segundo o Portal de Transparência da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), ao todo são 4 espaços concedidos para lanchonetes distribuídas no campus Central e de Uvaranas. A concessão destes espaços físicos ocorre por meio de licitações e o contrato é de 5 anos. Apenas uma delas está localizada no Campus Central, ao lado da Livraria Universitária. Contudo, as reclamações sobre os espaços estendem-se independente do local ou da empresa responsável.