Foto: Kimberlly Safraide

Da estrutura aos medicamentos a população de Ponta Grossa ainda sofre com a precarização da saúde pública. 

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) são pontos de divergencia entre a população, seja pela falta de medicamentos ou de profissionais especializados. Um exemplo disso, é a Unidade Adan Polan Kossobudskda, na Vila Palmeirinha, que apesar de receber melhorias nos últimos anos, como pintura e rampas de acesso, ainda é um local pequeno para demandas do bairro.

Em dias de maior movimentos, ficam pessoas em pé esperando atendimento, sejam gestantes ou idosos, não há lugar para todo mundo. Muitas mães aguardam com os  filhos no corredor. A estrutura é precarizada de todas as formas, quando se vê pessoas necessitando de atendimento imediato e tendo que aguardar do lado de fora por falta de espaço, fica bem visível este ponto. 

O fluxo contínuo de pessoas a todo o momento, e a quantidade de crianças que passam por ali, muitas vezes fica difícil escutar as atendentes ou mesmo quando se é chamado para a consulta, pois o barulho é alto.

Em agosto de 2017 o Governo Federal ampliou a campanha de vacinação contra o HPV para homens e mulheres de até 26 anos. Apesar da iniciativa ser uma proposta para o vencimento das vacinas que tinham validade até setembro, foi garantido a segunda dose para todos aqueles que tomassem a primeira. Ao procurar dar sequência a vacinação a população encontra apenas a resposta de que não tem mais estoque e a distribuição não foi feita entre as UBS da cidade. Mesmo as UBS do centro da cidade estão com o mesmo problema, como é o caso da Unidade Antonio Russo. 

Serviço: A previsão para as vacinas chegaram até as unidades de saúde é de 15 dias.