Foto: Danielle Farias

Quantas vezes você queria atravessar uma rua, mas teve que esperar até que algum carro resolvesse parar na faixa de pedestre pra seguir seu caminho? Possivelmente resposta é “muitas”. A sensação é de que a pessoa que está atrás do volante esquece que também é um pedestre, que hora ou outra também precisar atravessar uma rua, mas quando está no carro, não respeita o pedestre.

Claro que isso não acontece somente em Ponta Grossa. É algo comum no dia a dia do brasileiro, independente do estado e da região. São poucas as cidades em que as faixas de pedestre são realmente respeitadas, se é que isso existe, de fato. Em alguns lugares, como em Balneário Camboriú (Santa Catarina) já é costume: o pedestre coloca o pé na faixa, os carros param - até mesmo aqueles que são turistas.

Mas se fazem isso em uma cidade, por que não levam pra vida? Em Ponta Grossa, em alguns lugares de grande fluxo de pessoas foram colocadas faixas elevadas para que o pedestre possa atravessar, como na lateral da UEPG Central, onde os pedestres ficavam um bom tempo até que algum motorista consciente parasse.

Em algumas cidades brasileiras, como Brasília e Porto Alegre, os pedestres fazem sinal para o motorista indicando que deseja atravessar na faixa, como uma forma de dialogo: eles esticam o braço com a palma da mão voltada para os carros e esperam o veiculo parar para atravessar.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), todos os anos aproximadamente 1,3 milhões de pessoas morrem vítimas da imprudência ao volante e o Brasil é o quinto país do mundo em mortes no trânsito. O atropelamento de pedestres corresponde a 18,2% de vitimas mortas em 2016, ficando atrás somente de colisões frontais (29%). As faixas são necessárias, por ser a área na qual o pedestre tem prioridade sobre os veículos, visando oferecer segurança ao atravessar a pista.