Foto: Antoniela Signor

A Igreja Matriz Sant’Ana da cidade de Ponta Grossa, conhecida também como Catedral Sant’Ana, é um ponto marcante, por sua arquitetura diferenciada e localização,
que abriga diversos fiéis e momentos de devoção. A Catedral é um dos pontos turísticos visitados pelo projeto “Conheça Ponta Grossa Caminhando”, desenvolvido pelos alunos do curso técnico em guia de turismo do Colégio Júlio Teodorico. O projeto visita 26 lugares no Centro da cidade, com o propósito de conhecer melhor os pontos turísticos no espaço urbano.

A primeira sede da igreja era uma capela simples e com pouco espaço, chamada de Capela de Telha. Em 1823, houve a necessidade de construir uma outra igreja que tivesse capacidade de abrigar mais pessoas e que estivesse em uma localização melhor. A história conta que os fazendeiros da região não conseguiam entrar em um acordo de onde construir a nova sede, então decidiram que um casal de pombos seriam soltos, e onde eles pousassem seria feita a igreja. Os pombos pousaram em uma cruz que ficava ao lado de uma figueira no alto de uma colina.

A história da Catedral Sant’Ana é conhecida por quase todos os ponta-grossenses, entretanto o prédio foi construído nesse local por ser o ponto mais alto da cidade, para que a imagem de Sant’Ana fosse abrigada.

Em 1906, uma nova igreja foi construída e projetada pelo arquiteto italiano Nicolau Ferigot, mas acabou sendo demolida. Muitos dizem que a demolição se deu para que o local aumentasse a capacidade de fiéis em seu interior. Porém o Bispo Dom Geraldo Pellanda, que assumiu a Diocese de Ponta Grossa em 30 de abril de 1965, autorizou a demolição do espaço em prol da construção de um edifício que simbolizasse a imponência que a Princesa dos Campos Gerais desejava.

Em 1978 foi feita a sede atual da Igreja Matriz, tendo mais espaço para o público e o formato moderno que chama a atenção, por remeter o formato de um pavão, e demorou 31 anos para ser concluída.

A Catedral Sant’Ana é um ponto turístico em Ponta Grossa e uma das maiores igrejas da cidade. No ano de 2016, a direção da Catedral teve a ideia de grafitar os muros do Salão Paroquial. A alternativa veio da necessidade de evitar o vandalismo que marcavam as paredes da próximas à igreja, e enfatizar a mensagem religiosa que o espaço proporciona. O prédio está localizado na Praça Marechal Floriano Peixoto, que também reúne muita história em comemoração aos 150 anos da elevação de Ponta Grossa a Freguesia.

Serviço: A Igreja Matriz Sant’Ana está localizada na rua Santana, no Centro da cidade.

Foto: Ana Luisa Vaghetti

Garimpo 1926: espaço cultural inaugura em Ponta Grossa

Trazendo uma mistura de vintage e histórico, o novo espaço Garimpo 1926 conta com antiquário, loja de presentes, café, sebo literário e de vinis, além de uma sede da Editora e Livraria Estúdio Texto. O espaço revitaliza uma casa antiga no bairro de Uvaranas, que existe desde 1926. O imóvel tombado pelo Conselho Municipal de Patrimônio Cultural (COMPAC) é considero patrimônio histórico da cidade. A criação do Garimpo surgiu de um grupo de amigos com o intuito de promover um espaço de cultura e convivência.

Foto: Veridiane Parize

Com acervo de móveis, documentos, roupas, instrumentos e ferramentas, o Museu Campos Gerais abriga acontecimentos que marcaram a trajetória de Ponta Grossa. Ao retornar para a antiga sede, o museu traz mais organização, espaço e arquitetura histórica, que é um destaque em particular.
Até 2003, as instalações do museu ficavam no antigo prédio do Fórum da Comarca de Ponta Grossa, mas devido a problemas de estrutura, todo o acervo foi transferido para a antiga sede do Banco do Estado do Paraná (Banestado). Mas o prédio não possuía espaço suficiente para suportar todo o acervo do museu, o que dificultava as exposições. A reinauguração do museu aconteceu no dia cinco de outubro, no antigo Fórum.
A localização é estratégica, principalmente pela história ali abrigada. O prédio fica na esquina entre as ruas Marechal Deodoro da Fonseca e Engenheiro Schamber e próximo a Igreja Sant’Ana, catedral da cidade. Assim, o museu fica mais visível para os visitantes. Por ali passaram manifestações políticas, econômicas, sociais e culturais. A localização também é importante por estar perto de uma das principais ruas da cidade, a XV de novembro.
O Museu Campos Gerais possui um acervo com cerca de 10 mil peças, distribuídas em exposições temporárias e permanentes, além de jornais, revistas, fotos e livros organizados no espaço para pesquisa. Entre os destaques está o acervo de Cândido de Mello Neto, um médico que possuía documentos sobre o movimento integralista dos anos 1930 e 1940 em Ponta Grossa.
Como pertence à Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), o museu oferece estágios aos acadêmicos dos cursos de licenciatura e bacharelado de Biologia, História, Informática, Pedagogia e Turismo. O museu também possui um site que é pouco atualizado, mas que contém uma galeria digitalizada do acervo de negativos do Centro de Recursos Audiovisuais (CRAV) da UEPG.

Serviço: O Museu Campos Gerais funciona de terça-feira a sexta-feira das 8h às 17h e sábado das 9h às 11h. As entradas são gratuitas com agendamento prévio.

Foto: Angelo Rocha

O campo de grama sintética do Society disputa preferência para jogos amadores. No bairro Santa Luzia, periferia noroeste localizada a dez quilômetros do terminal central da cidade de Ponta Grossa, existem três espaços disponíveis para prática de futebol. Na vila é possível jogar e organizar uma pelada na tradicional cancha de concreto, no antigo “campinho de areia” ou no campo Society, inaugurado em setembro de 2015.

A chegada do primeiro campo Society de Ponta Grossa modificou o uso dos espaços públicos na vila ou, melhor dizendo, centralizou as partidas de futebol em um único local. Após a construção do campo sintético – mistura de grama artificial com pedaços de borracha – nota-se que a manutenção da cancha ou do campinho de areia raramente acontece. Em volta da cancha não existe mais o antigo alambrado, o mato cresce entre as emendas do concreto, as linhas de marcação de jogo são pouco visíveis e o concreto está danificado. No campinho, as traves não são mais firmes e a areia deu espaço para o mato.

Antes de 2015, aconteciam jogos simultaneamente no bairro. No “campinho de areia”, em frente à antiga sorveteria, os jogos aconteciam a partir das 12h pelos jovens que tinham aula no período da manhã. A cancha de concreto era utilizada em dois horários, durante a tarde, quando o campinho estava em uso ou durante a noite, pelos jovens mais velhos. No campo de saibro, espaço do atual Society, foi utilizado para jogos adultos ou para organizar
torneios nos finais de semana.

Devido ao número de procura pelo campo Society, uma agenda com tarifas “simbólicas” era controlada pela presidente da associação de moradores do bairro. Mas por se
tratar de um espaço público, o controle da entrada no campo e as taxas irregulares acabaram após discussões entre os moradores. Atualmente, o espaço é aberto e com grande frequência de jogos. Os horários são divididos conforme a idade e horário livre das crianças, jovens e adultos.

Serviço: O campo Society está localizado na rua Santo Rômulo do bairro Santa Luzia, próximo à Creche Maria Imaculada.

Foto: Kimberlly Safraide

Da estrutura aos medicamentos a população de Ponta Grossa ainda sofre com a precarização da saúde pública. 

As Unidades Básicas de Saúde (UBS) são pontos de divergencia entre a população, seja pela falta de medicamentos ou de profissionais especializados. Um exemplo disso, é a Unidade Adan Polan Kossobudskda, na Vila Palmeirinha, que apesar de receber melhorias nos últimos anos, como pintura e rampas de acesso, ainda é um local pequeno para demandas do bairro.

Em dias de maior movimentos, ficam pessoas em pé esperando atendimento, sejam gestantes ou idosos, não há lugar para todo mundo. Muitas mães aguardam com os  filhos no corredor. A estrutura é precarizada de todas as formas, quando se vê pessoas necessitando de atendimento imediato e tendo que aguardar do lado de fora por falta de espaço, fica bem visível este ponto. 

O fluxo contínuo de pessoas a todo o momento, e a quantidade de crianças que passam por ali, muitas vezes fica difícil escutar as atendentes ou mesmo quando se é chamado para a consulta, pois o barulho é alto.

Em agosto de 2017 o Governo Federal ampliou a campanha de vacinação contra o HPV para homens e mulheres de até 26 anos. Apesar da iniciativa ser uma proposta para o vencimento das vacinas que tinham validade até setembro, foi garantido a segunda dose para todos aqueles que tomassem a primeira. Ao procurar dar sequência a vacinação a população encontra apenas a resposta de que não tem mais estoque e a distribuição não foi feita entre as UBS da cidade. Mesmo as UBS do centro da cidade estão com o mesmo problema, como é o caso da Unidade Antonio Russo. 

Serviço: A previsão para as vacinas chegaram até as unidades de saúde é de 15 dias.